No início de 2016, empresários estão mais pessimistas que no ano passado

Índice de Confiança do Empresário Industrial foi divulgado pela CNI. Falta de confiança se 'mantém intensa e disseminada no começo de 2016'.

 

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) somou 36,5 pontos em janeiro de 2016, 7,9 pontos abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado (44,4 pontos), de acordo com pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (18). O levantamento foi feito com 2.772 empresas entre 4 e 13 de janeiro.

 

O ICEI varia de zero a 100 pontos. Quanto mais abaixo de 50 pontos, maior e mais disseminado é o pessimismo, informou a entidade. O resultado de janeiro também ficou 18,4 pontos abaixo da média histórica do indicador, que é de 54,9 pontos. Para a CNI, a falta de confiança dos empresários da indústria brasileira se "mantém intensa e disseminada no começo de 2016".

 

"Infelizmente, 2016 começa com a confiança do empresário  muito baixa e isso não contribuirá para  a recuperação da economia.  Os empresários estão esperando notícias boas, como  o ajuste fiscal e a conciliação política do país para acreditar na retomada do  crescimento e voltar a investir", avaliou o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca.

 

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, a confiança do empresário é um indicador importante porque antecipa tendências de investimentos. "Empresários pessimistas com o desempenho atual e futuro das empresas e da economia reduzem ou suspendem os investimentos. Sem investimentos, a produção e o emprego não crescem, agravando as dificuldades da economia", explicou.

 

A pesquisa mostra ainda que a confiança é menor entre os empresários da construção. Nesse setor, o ICEI ficou em 35,1 pontos, abaixo do índice nacional. Na indústria extrativa, o indicador alcançou 44 pontos e, na de transformação, 36,4 pontos, informou a CNI. "Nas pequenas empresas o ICEI ficou em 35,1 pontos, também abaixo do índice nacional. Nas grandes empresas, foi de 37,6 pontos e, nas médias, de 35,5 pontos", concluiu a entidade.

 

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